quarta-feira, outubro 27, 2004

Regra da guilhotina, ou a castração da evolução

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O Feoga (Agricultura) e o Ifop (Pescas) são neste momento os fundos comunitários em que Portugal está em risco de perder dinheiro, devido à "regra da guilhotina", admitiu por seu turno o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, José Eduardo Martins. Esta regra estabelece o limite de dois anos a seguir àquele em que os projectos de financiamento comunitário são aprovados para a respectiva execução, senão Bruxelas reavê esse dinheiro. Em Setembro passado, a diferença entre a taxa e a meta de execução do Feoga era de 16,5 por cento, enquanto no programa das pescas rondava 10,4 por cento, afirmou o mesmo responsável.»
«Governo Acusado de Aumentar “Saco Azul”» in Público (Quarta-feira, 27 de Outubro de 2004)


Aí estão dois fundos que são muito gratos a todos nós, pexitos! Pois é, as couves do nosso concelho estão em maré alta a nossa pêra da azóia e o marmelo das caixas atinge níveis de produção nunca vistos, isto para não falar das plantações de pescada e carapau que florescem com toda a força nos campo do caneiro!

A verdade, todos sabemos, apesar de igualmente desprovida de sentido não é tão bela como aquilo que é relatado no parágrafo anterior. A agricultura não tem grande representatividade no nosso burgo, a pesca já teve melhores dias, mas o triste e o que torna premente esta chamada de atenção é a inépcia de quem nos governa. Pode-se até reivindicar a ilógica da actuação do poder publico, quer regional, quer central. Se a União Europeia faz entrar no país uma determinada verba para modernizar e adequar a agricultura e a pesca portuguesa às novas necessidades, e à nem sempre justa concorrência inerente à presença do nosso país enquanto membro desta comunidade, que sentido faz que apenas cerca de 15% dessa verba seja realmente aplicada à finalidade a que se destina, enquanto o restante (quase totalidade, bem vistas as coisa!!!) terá de ser devolvida à precedência! Para quê fazer programas com nomes tão ridículos como FEOGA, IPOG quando o conhecimento sobre a aplicabilidade desses não chega aos interessados.

A agricultura sesimbrense não necessita ser dinamizada e modernizada?

A pesca pexita não carece de evolução?

Devemos esperar que os países que souberam aproveitar os fundos comunitários venham sobrecarregar o esforço de pesca nas nossas águas e que apresentem embarcações tão modernizadas que elevam a produtividade, conseguindo baixar o preço de comercialização e com isso levar à falência a já defunta pesca sesimbrense?

O aumento do saco azul a que se refere a notícia do Público, não é mais que uma parcela do orçamento de estado para o próximo ano que considera o retorno do dinheiro enviado pela união – aplicação do principio da guilhotina, ou a castração da evolução por culpa do estado!

Já agora, gostaria de deixar uma questão que me atormenta: - Para que serve o GAE? Será que esse gabinete, tantas vezes idolatrado, não vê como bem aplicada a divulgação dos fundos que estão ao dispor de tão necessitadas actividades. Dinamizar o concurso por parte dos agricultores e pescadores da terra a esses euros, será uma perda de tempo?

Ai,Ai, quem escorrega também............... GAE!!!!!!!






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